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REVISTAREVISTA

Design Italiano para a sustentabilidade
09/02/2012

Acima, estante Spanky, produzida com papelão reciclado (70%), papel e papelão virgens (28%) e filme virgem à prova d'água (2%), design Marco Capellini.

Exposição no Museu da Casa Brasileira incita à reflexão e mostra que é possível integrar consumo responsável à inovação e ao design

Nádia Fischer

Evidenciar aspectos ambientais e sociais e estabelecer um verdadeiro diálogo entre produtos e consumidores. Este foi um dos objetivos da mostra "Design Italiano para Sustentabilidade", realizada em outubro e novembro, no Museu da Casa Brasileira, em São Paulo. A iniciativa surgiu da parceria entre o MCB e o Ministério Italiano do Meio Ambiente, Terra e Mar, com apoio do Fórum das Américas, em continuidade ao livro "Design italiano per la Sostenibilitá", editado em 2009 pelo governo italiano.Cerca de 40 peças, entre objetos e materiais produzidos na Itália, foram exibidas com o propósito de mostrar que é possível integrar responsabilidade ambiental com inovação e design. A ideia é defendida há 17 anos pelo ecodesigner Marco Capellini, consultor do Ministério das Cidades Produtivas e do ObservatórioNacional de Resíduo na Itália e um dos curadores da exposição realizada no Brasil, ao lado da consultora de sustentabilidade Adriana Fortunato.Segundo Capellini, a pretensão não foi ressaltar o produto em si, mas os materiais e também o contexto nos quais se inserem. O propósito da mostra é estimular uma reflexão em relação aos problemas ambientais intrínsecos à produção de objetos de consumo. "Queremos orientar o consumidor e a indústria sobre a importância de fazer escolhas baseadas na preservação do equilíbrio ambiental e no uso responsável dos recursos naturais", diz.

Durante a exposição, todas as peças receberam legendas detalhadas, como o nome do autor e características dos materiais, além de informações sobre reciclagem, a porcentagem de redução de emissões de CO2, a economia energética, a redução na utilização de recursos naturais, entre outros. Capellini comenta que os dados foram registrados após análise das etapas produtivas e reutilização dos produtos, visto que o termo sustentabilidade – embora sendo muitas vezes tratado de maneira superficial e até simplista – é bastante complexo e fundamental para a nossa sobrevivência.

À esquerda, cafeteira Moka Crystal, desenvolvida pela Bialetti Industrie, composta por 50% de alumínio reciclado e 40% de vidro reciclado; abaixo, Ecopoltrona Stracci, com estrutura de papel (100%), PET e tecidos de reuso.À direita, vasos Vipot Decor, desenvolvidos pela Total Packaging com cascas de arroz (85%) e recheios vegetais (15%) biodegradáveis

À esquerda, Ecopoltrona Stracci, com estrutura de papel (100%), PET e tecidos de reuso. À direita, bolsa em poliéster de reuso, produzida com cintos de segurança automotivos descartados, design Paolo Ferrari.

 

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