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REVISTAREVISTA

Centenário de Kaj Frank
15/02/2012

Acima, o Banco Aixa, criação do estudante da Universidade ORT Uruguai Timothy Goodman, faz referência aos antigos brinquedos de encaixe, com prático sistema de montagem. 1º lugar na categoria "Móveis Residenciais" do prêmio Estudante

Uma grande exposição comemora em Helsinque, Finlândia, o centenário de Kaj Franck, com a mostra "Formas Universais", sediada no Design Museum. Mas você poderia jurar que os produtos foram criados hoje

Maria Helena Estrada

Kaj Franck observa uma de suas criações

Visitamos uma das mais belas mostras dos últimos tempos, a que comemora o centenário de Kaj Franck, um mestre na arte do vidro e, embora não tenha sido esta sua prioridade, na estética. Nascido em 1911, é incrível sua atualidade, expressa por volta dos anos 1940-1950, em relação às questões do design, discutidas, hoje, como a fronteira entre o desenho industrial e o que se convencionou chamar de design arte, ou design de peça única.

"Quanto maior a série dos objetos a serem produzidos, maior a responsabilidade em relação ao número de pessoas que os utilizarão" ... "um objeto único merece seu reconhecimento como arte, tanto quanto uma pintura ou uma escultura. Tem um valor intrínseco e não está limitado por valores práticos."

Mas a obra de Kaj Franck foi, sobretudo, destinada à produção industrial, a maioria produzida pela finlandesa Arabia, e depois pela Ittala, empresa que até hoje oferece os melhores produtos em vidro e tem em sua coleção designers como Harri Koskinen e Ikka Supanen. Mas ao visitar a mostra nos lembramos também de Tapio Wirkkala e Timo Sarpaneva, seus sucessores.

Acima, a série de taças introduz as cores até hoje clássicas na vidraçaria finlandesa.

Flagrante da riquíssima exposição Kaj Franck – "Formas Universais", no Design Museum de Helsinque.

Visitamos a Finlândia com o objetivo de fixar o programa da participação do país na 4ª Bienal Brasileira de Design. A Finlândia, assim como a Itália, são os países convidados pelo Brasil. Fizeram parte da comitiva o reitor da Universidade de Minas Gerais, o designer Dijon de Moraes, a diretora do Centro Minas Design, Enil Brescia, e sua assistente, Nadia Pontelo. A mostra comemorativa de Kaj Franck começará agora a excursionar pela Europa. Esperemos que o calendário permita a inclusão do Brasil nesse roteiro, durante a próxima Bienal.

Acima, ao meio, a inovação no trabalho em vidro iniciada com os vasos criados pelo designer finlandês na metade do século XX, bem como em utensílios de cozinha em policarbonato e em porcelana, com formas que até hoje se repetem. É como eles mesmos afirmam, "se é perfeito, para que mudar?"

 

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