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REVISTAREVISTA

Projeções para um país do futuro
05/04/2012

O Brasil se prepara para receber grandes obras até 2016, não só relacionadas aos megaeventos esportivos, como também de infraestrutura, transporte e cultura.

Nádia Fischer

 

Desde que o Brasil anunciou que iria sediar os maiores eventos esportivos, a Copa do Mundo de 2014 e as Olimpíadas de 2016, os olhos do mundo começaram a se voltar para o país. De lá para cá, várias cidades brasileiras têm recebido investimentos, não só para a realização de obras relacionadas à competição em si – a exemplo dos estádios e centros de treinamento esportivos – mas de infraestrutura, indispensáveis para a recepção de visitantes mundiais.

É preciso colocar tudo em ordem e rapidamente, para fazer bonito perante a comunidade internacional. Assim como fazemos quando recebemos uma visita em casa. Por isso, a preocupação do poder público vai além de meios de transporte eficientes e estádios bem-estruturados, contempla ainda uma paisagem urbana agradável, cidades atrativas e com bons equipamentos de cultura e lazer, além de poucos resquícios de conflitos e degradação.

Há projetos em todo o país. Sem discutir a adequação da realização dos jogos no Brasil – os custos, as prioridades e os processos de seleção dessas obras - , é inegável que, se no decorrer desses três anos, todos forem concretizados, várias metrópoles serão beneficiadas.

Mas por que não pensar em algo muito maior? Quem sabe, essas obras marquem o início de um novo ciclo, com propostas para transformar nossas cidades em espaços mais humanos, belos e sustentáveis? Espaços para uma sociedade mais justa, com mais acesso à cultura e aos benefícios do crescimento econômico que o país está conquistando.

Já os profissionais da arquitetura e do design terão a oportunidade e a responsabilidade de encarar esse desafio e, cada vez mais, mostrar a qualidade de suas criações. Nesta edição, selecionamos alguns dos projetos em andamento.

 

Acima, área geral do aeroporto,que tem a forma de um avião.

Novo Terminal do Aeroporto de Guarulhos

Este é um dos projetos apresentados à Infraero. De autoria do arquiteto Mário Biseli, do escritório Biselli e Katchborian Arquitetos Associados, foi planejado com o objetivo de aumentar a capacidade de passageiros em pelo menos 10 milhões de pessoas até a Copa, o restante ficará para depois do evento.

Com configuração em finger, o Terminal de PassageirosTPS 3 é dividido em embarque e desembarque, além dos níveis intermediários e um subsolo de serviços. Acima do pavimento de embarque fica o mezanino, composto pelas salas VIP e administrativa.

Segundo a proposta, o projeto do TPS 3 deve considerar também, em escala mais ampla, a conexão de todo o complexo aeroportuário com o trecho norte do rodoanel. Ali, será construído um sistema de pistas que ampliará, de maneira significativa, as possibilidades de acesso rodoviário de toda a macrorregião.

Acima, Vista do meio fio.

 

O prédio, com 12,5 mil m², terá na parte superior estrutura em aço que se movimentará como asas contínuas. Acima, um espelho d'água ao redor da edificação usará água do mar filtrada. Um dos objetivos é mostrar aos visitantes o funcionamento de um sistema de filtragem

Museu do Amanhã

Uma aventura rumo ao desconhecido. Esta é a proposta do Museu do Amanhã, planejado pelo premiado arquiteto espanhol Santiago Calatrava. A obra do edifício, com 12,5 mil m², faz parte do plano de revialização da região portuária do Rio de Janeiro e será executada a partir dos preceitos de sustentabilidade.

O Museu do Amanhã será um ambiente de experiências, com um percurso de passeio que vai permitir ao visitante fazer escolhas pessoais, vislumbrar possibilidades de futuro, perceber como será sua vida e a do planeta nos próximos 50 anos. Uma grande área verde contemplará seu entorno, com paisagismo projetado por Santiago Calatrava e desenvolvido pelo escritório carioca Burle Marx e Cia. Com cerca de 30 mil m², o espaço ainda terá área de lazer, ciclovia e um espelho d'água, que envolverá todo o prédio do museu.

A proposta é uma iniciativa do Projeto Porto Maravilha, da Prefeitura do Rio de Janeiro, com realização da Fundação Roberto Marinho em parceria com o Governo do Estado e com a Financiadora de Estudos e Projetos (Finep), além de receber apoio da Rede Globo e da Secretaria Especial de Portos. Orçada em R$ 130 milhões, a obra, que foi iniciada em 1º de dezembro de 2010, deverá ser entregue até 2012.

O projeto integra o Palacete Dom João VI ao prédio modernista. A praça suspensa na cobertura reunirá todos os acessos, bar e área para eventos culturais e atividades de lazer

Museu de Arte do Rio

Um passeio pela cidade do Rio de Janeiro por meio da arte. Esta é uma das propostas do Museu de Arte do Rio (MAR), uma das âncoras culturais do plano de revitalização da região portuária da cidade. O projeto é de autoria da dupla de arquitetos cariocas Paulo Jacobsen e Thiago Bernardes.

Segundo os arquitetos, a intenção foi integrar o Palacete Dom João VI, construído em 1916 e tombado há cerca de 10 anos pelo Conselho Municipal de Proteção ao Patrimônio Cultural (CMPC), ao prédio vizinho, de estilo modernista da década de 1940.

No Palacete, que ocupa uma área de 5 mil m², serão distribuídas as salas para exposições temporárias e de longa duração. Já o edifício anexo, onde funcionará a Escola do Olhar, haverá um auditório para 100 pessoas, biblioteca/midiateca, salas de aula, um café e um mirante (na cobertura), além de áreas administrativas. No andar térreo será instalado o café/loja, bem como áreas de apoio, serviço e técnicas do museu.

O projeto, que tem realização da Fundação Roberto Marinho e apoio do Governo do Estado, está previsto para ser inaugurado em 2012.

Cais das Artes

Concebido pelo arquiteto Paulo Mendes da Rocha em parceria com o escritório paulistano Metro, o Cais das Artes, em Vitória, ES, marca o início de um novo tempo na cultura do Estado. Com cerca de 30 mil m², o complexo, próximo ao Porto de Vitória, divide-se em dois edifícios e abriga teatro, museu, biblioteca, auditório e café. Durante a concepção, uma das preocupações foi a valorização do entorno, conseguida por meio da configuração do projeto, que indicou a suspensão das edificações do solo.

A paisagem histórica também recebeu destaque ao ganhar nova perspectiva no percurso de visitação do museu, cuja circulação vertical se faz por meio de rampas, de onde os visitantes conseguirão observar a cidade. No Cais das Artes, o bloco do museu tem área expositiva de 3 mil m², e o do teatro, capacidade para 1,3 mil pessoas. Ambas construções receberam estrutura mista de concreto e aço. A obra deverá ser concluída no segundo semestre de 2012.

 

Acima, destaque para um dos ambientes, que se comunica com a praça graças aos caixilhos inclinados

O Cais das Artes é composto pelo museu, com 3 mil m² e pelo teatro, que comporta 1,3 mil pessoas.


Museu da Imagem e do Som

Com 6 mil m², o novo MIS contará com espaços para cafés, áreas de exposições, restaurante panorâmico no 3º pavimento, piano bar e um cinema ao ar livre, no terraço.

Desenvolvido pelos arquitetos Elizabeth Diller e Ricardo Scofidio, titulares do estúdio Diller Scofidio e Renfro, de Nova York, e executado pelo escritório Indio da Costa Arquitetura, Urbanismo, Design e Transporte, o Museu da Imagem e do Som tem linguagem inspirada no cenário da Praia de Copacabana e seu distinto calçadão desenhado por Roberto Burle Marx, que captura o principal elemento da praia – um espaço público em movimento – a pé, de bicicleta ou de carro.

De acordo com os arquitetos, o projeto foi pensado como uma extensão da avenida, verticalmente prolongada para o interior do museu. Esta "Avenida Vertical" sugere uma inclusão conceitual: espaços internos se cruzam e criam braços para galerias, programas educacionais e áreas públicas de lazer e diversão.

A sequência de circulação vertical conecta a calçada aos programas de lazer do museu. Do lobby para o café do terraço; para o cinema e para a boate subterrânea; para o restaurante; para o cinema ao ar livre e para o bar na cobertura. Sua vista panorâmica, superexposta aos turistas nos hotéis e restaurantes da Praia de Copacabana, é, ao mesmo tempo, um paradoxo. Por meio de estratégias de enquadramento, a superfície do museu apresentará esta imagem ao visitante que passar pela sequência de galerias.

Junto ao Gasômetro, será construído novo shopping center que também servirá de acesso ao cais. Abaixo, área das Docas composta por três torres que devem abrigar hotel e escritórios. Na sequência, o projeto contempla ainda um terminal hidroviário, na ponta das Docas

Porto Cais do Mauá

O projeto de revitalização do Porto Cais do Mauá, no centro de Porto Alegre, RS, busca inspiração no movimento modernista brasileiro da década de 1920 para tomar forma. De acordo, com o escritório Jaime Lerner Arquitetos Associados, responsável pelo desenvolvimento urbanístico, orçado em R$ 400 milhões, a concepção é do estúdio espanhol b720 Fermín Vázquez Arquitetos.

Um dos principais objetivos do processo de restauração é valorizar o centro da capital, a fim de atrair a população para aquela região e evitar a necessidade de deslocamento por meio de veículos. Assim como já aconteceu em grandes metrópoles do mundo, a medida para se evitar o caos urbano é investir em transporte público.

A iniciativa de revitalização do Cais do Mauá representa, para Porto Alegre, a oportunidade de transformar essa área, hoje subutilizada, em um marco urbano capaz de projetar a imagem da capital gaúcha nos cenários nacional e internacional.

 

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